Apostilamento facilita validação de documentos para uso no exterior

Serviço feito em cartório é mais rápido e menos burocrático

O cidadão que precisar validar um documento para utilizá-lo legalmente no exterior pode solicitar o serviço diretamente em cartório. Desde agosto de 2016, o Brasil faz parte da Convenção da Apostila da Haia, que simplificou a legalização de documentos entre os mais de 100 países signatários do tratado.

A legalização permite o reconhecimento de documentos brasileiros no exterior e de documentos estrangeiros no Brasil. Isso significa que todo documento que tiver o selo da Apostila poderá ser utilizado legalmente dentro dos países que fazem parte da Convenção.

Desde então, foram mais de 1,5 milhão de apostilamentos realizados e mais de seis mil cartórios habilitados para oferecer o serviço, cadastrados pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O procedimento de apostilamento consiste em aplicar um selo de autenticidade no documento público para atestar a origem do seu emissor (assinatura, cargo de agente público, selo ou carimbo de instituição). O serviço pode ser realizado na mesma hora, em cartório.

Antes de o Brasil assinar o tratado, a legalização só era possível pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), único órgão autorizado a realizar o serviço. Com isso, a legalização era lenta e burocrática.

Além disso, o cidadão precisava solicitar a tradução juramentada para depois reconhecer a autenticação do MRE em uma embaixada ou consulado do país de destino, processo que podia levar meses.

Como é feito

É necessário apresentar os documentos a serem apostilados diretamente no cartório. Em caso de certidão de nascimento, é necessário apresentar o original em português e a tradução juramentada. No caso do RG, que não se traduz, deve ser apresentado o original. O oficial faz, então, a cópia autenticada e a apostila do mesmo.

Documentos que podem ser apostilados

Entre os documentos que podem ser legalizados estão, principalmente, àqueles relacionados à obtenção de dupla cidadania, como as certidões de nascimento, casamento e óbito, além de diplomas universitários, atestados de antecedentes criminais, procurações, escrituras, matrículas de imóveis, documentos pessoais e administrativos, declarações oficiais em documentos privados, reconhecimento de assinatura, contratos, entre outros.

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Tradução juramentada – saiba o que é e quando é necessária

Nem todos os países da Convenção da Apostila da Haia exigem a versão de uma língua para outra

Desde 2016, o processo para legalização de documentos emitidos no Brasil para uso no exterior ficou mais fácil. Com o ingresso do País na Convenção da Apostila da Haia, basta ir a um Cartório e solicitar o serviço.

Apesar de ser mais simplificado, o ato ainda gera uma série de dúvidas. Entre elas, a tradução juramentada. Para que o documento brasileiro seja aceito em outro país, precisa ser traduzido para a língua local.

Porém, alguns países que fazem parte do tratado exigem que a tradução seja juramentada. Isso significa que a versão na língua do país o qual se destina o documento deve ser feita por um profissional habilitado para tal. Para isso, ele precisa ter fé pública, passar por concurso público e ter matrícula na junta comercial do estado.

A tradução juramentada deve ser feita com o documento original, mas também é aceito documentos eletrônicos, fax ou cópias autenticadas. Na tradução, o profissional transcreve fielmente o documento, incluindo selos, carimbos, símbolos e qualquer outro elemento presente no documento, que podem contribuir para o entendimento geral.

Somente após ter o documento traduzido, é possível solicitar o apostilamento em Cartório de Notas. Vale lembrar que nem todos os países exigem a tradução. Por isso, é essencial entrar em contato com um representante do país de destino (consulado ou embaixada) para checar essa informação.

No Brasil, para que documentos emitidos em outros países sejam aceitos, a tradução precisa ser juramentada.

Para mais informações, fale conosco.

Apostilamento de documentos facilita transações comerciais

Empresas que precisam utilizar documentos brasileiros no exterior podem fazer uso do serviço

O processo para garantir que um documento nacional seja reconhecido no exterior ficou mais fácil. Desde agosto de 2016, o Brasil faz parte da Convenção da Apostila da Haia, acordo que garante que todos os documentos com selo/carimbo sejam reconhecidos legalmente nos 112 países integrantes do tratado.

Diversos documentos são necessários para a comercialização de produtos brasileiros no exterior. O procedimento garante que cidadãos e empresas gastem menos recursos e tempo na tramitação internacional de documentos, o que contribui de forma decisiva para a promoção da atividade econômica.

Segundo estudo do Banco Mundial, a adesão à Convenção da Apostila aumenta a competitividade global e a capacidade de atração de investimentos externos do país.

Antes, apenas o Ministério das Relações Exteriores tinha a competência para realizar esse tipo de operação, o que deixava o processo burocrático e mais lento. Agora, basta procurar um Cartório de Notas para fazer o requerimento.

O processo para solicitar o apostilamento de documentos é simples. Primeiro, separe os documentos desejados para o apostilamento e dirija-se a um Cartório autorizado a realizar o ato. A unidade recepciona os documentos, gera um protocolo e faz orçamento do pedido. É necessário levar o documento original a ser protocolado. Em seguida, é agendada uma data para retirada do serviço (normalmente o prazo é de 24 horas).

O Cartório do Ipiranga realiza esse serviço. Consulte-nos para mais informações.